quinta-feira, 7 de maio de 2009

Desmascarando o Mormonismo (Parte 01)

A história do mormonismo tem início com a pessoa de Joseph Smith, nascido a 23 de dezembro de 1805, no Condado de Windsor, Estado de Vermont, nos Estados Unidos.


I. UM RESUMO HISTÓRICO DO MORMONISMO


Para melhor compreender a história do mormonismo, torna-se necessário estudá-la partindo da sua base, isto é, da vida de Joseph Smith, o fundador da seita.


1.1. A Primeira Visão de Smith


Joseph Smith tinha mais ou menos dez anos de idade quando, com seus pais, mudou-se para Palmyra, no Condado de Ontário (atual Wayne), no Estado de Nova Iorque. Quatro anos após, mu­dou-se novamente, agora para Manchester, também no Condado de Ontário.


Foi criado na ignorância, pobreza e superstição. Ainda moço, decepcionou-se com as igrejas que conhecera. Foi nesse tempo que diz ter recebido a sua primeira visão, segundo a qual aparece­ram-lhe o Pai e o Filho, denunciando a falsidade de todas as igre­jas, com as seguintes palavras: "Eles se chegam a mim com os seus lábios, mas seus corações estão longe de mim; eles ensinam mandamentos dos homens como doutrina, tendo aparência de san­tidade, mas negando o meu poder" (O Testemunho do Profeta Joseph Smith, p. 4).


1.2. A Segunda Visão de Smith


De acordo com a relato do próprio Smith, apareceu-lhe o "anjo" Moroni, que, segundo fez crer, havia vivido naquela mesma re­gião há uns 1400 anos. Mórmon, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo em placas de ouro. Quando estavam a ponto de serem exterminados por seus inimigos, Moroni teria enterrado essas placas ao pé de um monte próximo do local onde hoje é Palmyra. Nessa visão, Moroni teria indicado a Joseph Smith o lugar onde as placas foram escondidas, e emprestou-lhe umas pedras especiais, um certo tipo de lentes, chamadas "Urim" e "Tumim", com as quais Joseph Smith poderia decifrar e traduzir os dizeres dessas placas.


Depois de conseguir as placas de ouro e as lentes, Smith, sen­tado por trás de uma cortina, teria ditado a um amigo a tradução do que estava escrito nas placas. Depois devolveu as placas e as lentes a Moroni. Uma vez traduzida, a obra foi publicada pela pri­meira vez em 1829, recebendo o título de O Livro de Mórmon.


1.3. Fundação da Igreja Mórmon


Joseph Smith cedo encontrou quem o aceitasse como profeta, pelo que fundou a "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Desde então, ficou estabelecido como um princípio doutri­nário que esta era a única igreja verdadeira, e que fora dela não havia outro meio de salvação para o homem.


Uma série de "revelações" de Joseph Smith foi desenvolven­do a doutrina dessa igreja, transformando-a, através dos anos, numa forma de politeísmo. Os crentes deveriam edificar uma teocracia, isto é, teriam o assessoramento de doze apóstolos. As pretensões de domínio de Smith eram tão elevadas que ele chegou a lançar-se candidato à presidência dos Estados Unidos.


Smith e seus seguidores sofriam não poucas perseguições, ra­zão por que eram levados a peregrinar de um a outro ponto da América, procurando onde estabelecer uma colônia e fundar o rei­no de Deus. Encontraram acolhida em Illinois, onde erigiram a cidade de Nauvoo. Ali, acusado de grosseira imoralidade e falsifi­cação, Smith foi preso, e uma turba enfurecida invadiu a cadeia e, a tiros, matou Smith e seu irmão, Hyrum.


1.4. A Divisão da Igreja Mórmon


Depois da morte de Joseph Smith, sua igreja se dividiu. A primeira facção seguiu a liderança de Brigham Young, fiel discí­pulo do "profeta" Smith. Como ainda eram muitas as persegui­ções que sofriam nessa época, Young e aqueles a quem liderava, após penosa peregrinação, em julho de 1847, chegaram ao Estado de Utah, na época território mexicano não ocupado, e, ali, onde hoje é a cidade de Salt Lake City, fundaram a sede da igreja, uma espécie de quartel-general, de onde o mundo seria alcançado pe­los apóstolos do mormonismo.


A maioria, no entanto, decidiu ficar sob a liderança de um filho de Joseph Smith, e separou-se dos demais, permanecendo no Estado de Missouri. Reorganizaram a igreja e estabeleceram sua sede em Independence, Missouri. Chamaram-na "Igreja Reorga­nizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Esta igreja tem prosperado e ainda permanece, embora seja menor que a de Utah.

Das várias facções que surgiram depois da morte de Joseph Smith, outra digna de menção é a "Igreja de Cristo do Lote do Templo", com sede em Bloomington, Estado de Illinóis. Segundo as "revelações" recebidas por alguns líderes dessa facção, conven­ceram-se de que Sião, o lugar do regresso de Cristo à Terra, está em Bloomington, e não em Israel. Crêem que Ele terá o seu tem­plo em certo lote da área onde está a sede dessa igreja.

DE OLIVEIRA, Raimundo. Seitas e Heresias: Um Sinal do Fim dos Tempos. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Desmascarando a Teologia da Prosperidade

I - INTRODUÇÃO


“Buscai primeiro o reino de deus e a sua justiça” (Mt 6.33). Aqueles que seguem a Cristo são conclamados a buscar acima de tudo o mais, o reino de Deus e a sua justiça. O verbo buscar subentende estar continuamente ocupado na busca de alguma coisa, ou fazendo um esforço vigoroso e diligente para obter algo (cf. 13.45). Cristo menciona dois objetos da nossa busca: (1) O Reino de Deus devemos buscar diligentemente a demonstração da soberania e do poder de Deus em nossa vida e em nossas reuniões. Devemos orar para que o reino de Deus se manifeste no grandioso poder do Espírito Santo para salvar pecadores, para destruir a influência demoníaca, para curar os enfermos e para engrandecer o nome do Senhor Jesus. (2) Sua justiça com a ajuda do Espírito Santo, devemos procurar obedecer aos mandamentos de Cristo, ter a sua justiça, permanecer separados do mundo e demonstrar o seu amor para com todos (cf. Fp 2.12,13).


II – DEFINIÇÃO: “EVANGELHO DA PROSPERIDADE”


Heresia segundo a qual o crente "deve ser rico", “sempre ter saúde”, senão não está abençoado.. Dizem que por ser filho de Deus, temos o "direito" de termos o que quisermos!


III - OS AMIGOS DE JÓ


É a partir do Cap. 2.11-13 que entram em cena os “amigos de Jó”: Elifaz, Bildade e Zofar. Estes, após verem a sua situação deplorável, passado um momento de comoção e pesar e vendo o estado de Jó piorar, começaram a procurar uma justificativa para o que estava acontecendo. Estavam agora, agindo pela razão. Não está errado o cristão procurar saber de Deus o porquê das coisas, desde que não esqueça de reconhecer sua soberania, onisciência, justiça, amor, etc, pois somos muito limitados para entender as coisas de Deus. O Apóstolo Paulo em Ef 3.10 fala da multiforme sabedoria de Deus, o qual tem muitas maneiras de realizar os seus planos em nossas vidas. Formas que geralmente não entendemos, assim como Jó e seus amigos não entenderam.


Todavia, Elifaz, procura como um filósofo a causa de Jó estar passando por tantos infortúnios, tendo por base suas próprias experiências (Jó 4.7,8). Em suma ele conclui que Jó precisava submeter-se a Deus para que fosse abençoado, caso se arrepen-desse (Jó 5.17,27). No final do relato de Elifaz, depois de todo aquele sentimento demonstrado anteriormente, transforma-se em acusações contra Jó (6.14,29).


IV - A DOUTRINA DE BILDADE


Bildade justificava as tragédias ocorridas com seu amigo Jó, acusando-o de haver falhado em sua obediência a Deus e queria provar que Deus só abençoa aqueles que lhe são fiéis e amaldiçoa aqueles que falham. A fim de fundamentar a sua doutrina, evoca Bildade o testemunho dos antigos: “Porque, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas e prepara-te para a inquirição de seus pais. Porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra” (Jó 8.8,9).


V - A FALÁCIA DE BILDADE


A doutrina de Bildade é recheada de verdades e mentiras misturadas de modo a enganar aos incautos e faltos de sabedoria. Assim são as modernas músicas "evangélicas" com letras bíblicas e mundanas e sons santos e profanos; e Pregações shows, que trazem ocultamente a maligna Teologia da Prosperidade que tem feito ricos pobres da´presença de Deus e dos pobres, ricos sem Deus. (Ler 1 Tm 6.10).


VI - A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


Há até pelo menos duas décadas, a pregação evangélica, principalmente pentecostal, enfatizava que os cristãos não deveriam se apegar às riquezas materiais, aos interesses terrenos e que os problemas da vida, como enfermidades, perseguições, falta de dinheiro, eram provações divinas.


A afirmação que melhor resume a Teologia da Prosperidade é a que o cristão deve ser próspero financeiramente e viver sempre livre de qualquer enfermidade. Quando isto não acontece, é porque ele deve estar vivendo em pecado, não tem fé ou está vivendo sob o domínio do diabo.


Os principais pregadores da Teologia da Prosperidade no Brasil são: R.R. Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus), Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), Jorge Linhares (Igreja Batista do Getsêmani), Rinaldo de Oliveira (possui ministério próprio), Robson Rodovalho (Comunidade Sara Nossa Terra), Valnice Milhomens (Ministério Palavra da Fé).


Estes pregadores têm ensinado que todos os cristãos devem ser ricos financeira-mente, ter o melhor salário, a melhor casa, o melhor carro, uma saúde de ferro, e afirmando que toda enfermidade vem do diabo. E que se o cristão não vive essa vida pregada por eles, é falta de fé ou que há pecado em sua vida.


A soberania de Deus é a doutrina que afirma que Deus é supremo, tanto em governo quanto em autoridade sobre todas as coisas. Entretanto, nos círculos da Confissão Positiva, ela não é levada muito a sério. Verbos como exigir, decretar, determinar, reivindicar, muitas vezes substituem os verbos pedir, rogar, suplicar, clamar, etc.


VII - AS CONTRADIÇÕES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


A Teologia da Prosperidade é representada basicamente por 4 pilares. Consulte todas as referências citadas abaixo.

  • A Teologia da Prosperidade declara que Deus não diz “não” às orações de seus filhos.” (Ler Dt 3.23-29; 2 Sm 12.15-23; 2 Co 12.7-9);
  • A Teologia da Prosperidade diz que devemos orar apenas uma vez por alguma coisa. A oração repetida significa falta de fé. (Ler Mt 26.44; 2 Co 12.8; Gn 25,21; Lc 1.13);
  • A Teologia da Prosperidade ensina que sofrimento e significa falta de fé. (Ler 2 Co 4.8,9; 11.23-29);
  • A Teologia da Prosperidade ensina que sofrer alguma doença significa estar em pecado ou falta de fé (Ler Gn 48.1; 2 Rs 13.14; 2 Rs 20.1; Is 38.1; Dn 8.27; Jo 11.1; Gl 4.13-15; 2 Tm 4.20; Fl 2.25-27);
  • A Teologia da Prosperidade afirma que pobreza não combina com nossa posição de filhos do Rei. (2 Co 8.9; Tg 5.1,6; 2 Tm 6.9,10,17-19).


Refutações para estes falsos ensinos:

  • A prosperidade material. Vemos na Bíblia que em local algum o Senhor garante riquezas aos seus servos, exectuando-se as riquezas celestiais. A prosperidade material está à mercê do esforço humano. Para isto serve o ditado: “Quem planta mais, colhe mais”.
  • As provações dos justos. Sabemos que muitos servos de Deus passaram por pobreza e até pobreza extrema como é o caso de José, Elias, Amós e Lázaro e até os apóstolos; então, como não podemos colocar à prova a fé dos mesmos, concluímos que também os crentes fiéis passam por situações difíceis.
  • A doença nos justos: Sabemos que há várias razões para que alguém seja acometido por doenças. A Bíblia relata 3 razões principais para as enfermidades: 1) pelo homem ainda possuir a natureza humana (Gn 48.1; Dn 8.27; 2 Tm 4.20); 2) por provação (Jó 21-7) e 3) por consequência do pecado (Jo 5.1-14).
  • A evidência de uma vida piedosa. Creio que Deus tem um plano para cada um de nós desde que nos submetamos a Ele. Assim Deus chama uns para serem pobres e na sua pobreza fazer uma grande obra para Ele; enquanto também chama pessoas de classe média e alta para O servir. Também vemos que o Senhor chama ricos e os faz pobres, como chama pobres e os faz ricos, tudo está em Seus planos e o que temos que fazer é nos submeter aos mesmos sem murmuração.


Paulo talvez fosse rico antes, mas depois que teve contato com Cristo viveu sem riquezas. Leia Fp 4:11-12 e I Co 4.11-14. Após ter feito esta leitura, responda a seguinte pergunta: “Paulo era um homem sem fé? Fraco? Débil?”


VIII - A JUSTA PORÇÃO DE AGUR


A Teologia da Prosperidade é diabolicamente perversa e mentirosa, porque induz os filhos de Deus a buscar a riqueza, por concluírem ser esta tão importante quanto a salvação.

  • A teologia da miséria. Existe a "teologia da miséria" pregada por algumas religiões, que visa a salvação através do sofrimento, o que não está correto pois sendo assim, todos os pobres miseráveis e sofredores seriam salvos sem o sacrifício vicário de Cristo. Jó não era justificado nem pela sua riqueza de antes e nem pela sua pobreza de agora e sim pela sua fé num redentor que esperava ele, vir em sua ajuda. (Ler Ef 2.8).
  • A porção de Agur. “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus” (Pv 30.7-9). Veja o que o Espírito Santo nos ensina sobre o desejo de se tornar rico, usando o apóstolo Paulo: 1 Tm 6.9: “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição”.


IX - EXEMPLOS E VERSÍCULOS BÍBLICOS QUE COMBATEM CONTRA A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

  • Salomão não pediu riquezas... 1 Rs 3.9
  • O mendigo Lázaro era salvo, porém... Lc 16.20-23
  • Paulo viveu em constante pobreza: Fp 4.11
  • Porque Jesus pediu ao rico para desfazer-se dos bens? Lc 18.22
  • Os que querem ficar ricos caem em tentações: 1 Tm 6.9
  • Não podemos servir a Deus e as riquezas: Lc 16.13
  • Igreja Apostólica não tinha membros que se diferenciassem entre si nas posses: At 2.44-45
  • A oração que não é atendida: para gastar no luxo: Tg 4.3
  • Na oração do Pai Nosso não há indicação de pedirmos além do necessário ("de cada dia..." Mt 6.11)
  • A colheita de cem por um é de natureza espiritual! Mt 13.23
  • A Bíblia exorta a procurar os melhores dons (1 Co 12.31), a buscar a Deus e Seu Reino (Is 55.6, Mt 6.33), etc. Não há passagem recomendando o acúmulo de bens (veja Pv 30.8-9, Sl 62.10, 1 Tm 6.8)
  • O servo de Eliseu pegou lepra pela cobiça... 2 Rs 5.20-27
  • Cobiça como pecado: Lc 12.15-21, 1 Jo 2.16
  • "Não amar as coisas do mundo", significa não desejá-las!1 Jo .15
  • "Não ajunteis tesouro na terra..." Mt 6.19
  • A fascinação da riqueza sufoca o crescimento espiritual Mc 4.19
  • O amor ás riquezas, raiz dos males 1 Tm 6.10
  • Transitoriedade e vaidade (Pv 23.5, Ec 2.18, 5.10)
  • Pobres no mundo, mas ricos para Deus (Tg 2.5)
  • Prosperidade como resultado da obediência, e não dos "direitos": Dt 7.12-13, 11.13-15, etc.
  • A cobiça levou o povo de Israel a desobedecer e ser derrotado: Js 7.1-26
  • Jó, um justo, passou por um período de pobreza total: Jó 1.9-12
  • "Ganhar o mundo inteiro" ou "perder sua alma"? (Mc 8.36). Veja também Lc 12.34
  • Qual o objetivo do evangelho? Prosperidade ou salvação? Veja Jo 20.


X - CONCLUSÃO


A verdadeira prosperidade é ter Cristo no coração. Ele é o nosso supremo bem. A verdadeira prosperidade é ser canal de Deus para abençoar os outros, isso implica em ser abençoado também, pois quem planta sempre colhe e quem planta boas sementes em bons terrenos, sempre colhe bons frutos.